quarta-feira, 30 de março de 2016

Nutrição Funcional

Não é normal sentir enxaqueca, TPM, ter constipação, olheiras, depressão, queda de cabelo, entre outros sintomas! Todavia muita gente já se acostumou a conviver com este tipo de mal estar, por achar que é comum e todo mundo tem. Mas você precisa se convencer que isso não é normal e muito menos saudável! É pensando na saúde global do corpo que a nutrição funcional atua.
NUTRIÇÃO FUNCIONAL é a área da Nutrição que investiga os prováveis fatores alimentares e ambientais relacionados a uma grande variedade de distúrbios no organismo do indivíduo, tratando-os de forma personalizada, com base na individualidade bioquímica.
Você já parou para pensar em tudo que acontece dentro do seu corpo enquanto você respira, caminha, come ou dorme? Existe mais de 100 trilhões de células agindo e reagindo a tudo que você faz e cada uma dessas células precisa de muitos nutrientes para funcionar bem.
Diariamente, 50 bilhões de células se renovam no seu corpo.  Desde que você nasceu as suas células já foram renovadas umas centenas de vezes. Para que todos os órgãos do seu corpo funcionem bem, é preciso que todos os aglomerados de células atuem da maneira sinérgica. Quando falamos em saúde, bem estar, e “vitalidade positiva” não falamos apenas de um corpo livre de doenças graves ou crônicas, mas sim livre do tipo mais frequente de mal estar.
A nutrição funcional baseia-se na idéia de que há alimentos e nutrientes que precisam de outros para agir no organismo de maneira positiva. Ou, ao contrário, que conseguem anular efeito negativo de outros.

            Clínica Espaço Equilibrium - 61 3964-2994 - CRP: 01/16202


Gabriella Costa da Silva - Nutricionista especializada em Nutrição Clínica Funcional - CRN 01/6085 DF

quarta-feira, 23 de março de 2016

Psicoterapia Infantil: Quando devo procurar um profissional?

Para cada fase do desenvolvimento humano existem comportamentos característicos, ou seja, comportamentos esperados, típicos do período em que a pessoa se encontra. Quando se trata do desenvolvimento infantil, por exemplo, é natural uma criança entre 3-4 anos apresentar dificuldade em ceder um brinquedo para seu amiguinho. Nesse período a criança encontra-se na fase do egocentrismo, que se caracteriza pela incapacidade de se colocar no ponto de vista do outro. A criança não percebe que o desejo do coleguinha brincar com aquele brinquedo é tão grande quando a dele. Entretanto, quando os comportamentos permanecem por um longo período, sem sinais de mudanças para uma nova postura/fase, e prejudicam ou causam sofrimento para a criança e/ou seu meio, pode ser um indicativo de que a criança está com dificuldades em vivenciar experiências características dos processos de transição das etapas do desenvolvimento infantil.

Há situações em que as crianças são colocadas diante de experiências que podem causar sofrimento, como a separação dos pais ou a perda de uma pessoa querida. Tais experiências, se vivenciadas sem apoio, podem prejudicar de maneira significativa o curso de seu desenvolvimento.
Muitas vezes as crianças apresentam mudanças abruptas de comportamentos, como por exemplo: isolamento, agressividade, dificuldades escolares, choro sem motivo aparente. Geralmente os pais e a escola conseguem perceber com facilidade essas mudanças, mas, nem sempre, as causas são claras ou identificáveis com facilidade. Quando identificamos esses comportamentos e outras vivências que trouxerem sofrimento prejudicial à criança, é a hora de buscar a psicoterapia infantil. A criança e a família devem estar em acompanhamento para minimizar o sofrimento, os impactos negativos que este pode gerar e, quando possível, sanar suas causas.
Em algumas situações a própria família consegue lidar com as dificuldades das crianças e conseguem auxiliá-los obtendo bons resultados. Em outras, as dificuldades podem estar apresentando-se com intensidade tão alta que pode levar a um desgaste emocional e/ou despreparo da família para lidar com tais demandas. Algumas famílias demoram ou não buscam ajuda profissional. Isso pode contribuir para a piora do quadro. Em contrapartida, quando a família busca ajuda de imediato ou como prevenção, e, quando estes estão engajados no processo, o trabalho psicoterápico consegue obter resultados positivos.

Clínica Espaço Equilibrium - 61 3964-2994 - CRP: 01/16202

Lisa Carla de Oliveira - Psicóloga e psicopedagoga. Atua com atendimento clínico infantil, acompanhamento terapêutico e orientação de pais. 


terça-feira, 15 de março de 2016

Você sabe o que é Saúde Mental?

Para ter saúde mental não basta a ausência de sintomas psiquiátricos, é necessário ter a capacidade bem como os recursos necessários para enfrentar as dificuldades da vida, não adoecendo e vivendo em bem estar psíquico.

        A pessoa com saúde mental sente-se bem, feliz, alegre. Estes sentimentos são resultados do bem-estar conseguido, por meio do autocontrole, do amar e ser amado.
       O fato de vivenciarmos emoções negativas, como nas perdas, no luto, nas tragédias, não significa ausência de saúde mental. Pelo contrário a capacidade de reconhecer e lidar com as próprias emoções negativas e as dos outros é um sinal de equilíbrio.
       Assim como uma pessoa, que mesmo não tendo uma doença cardíaca, tem uma maior ou menor resistência física, podemos ter mais ou menos saúde mental. O autoconhecimento é um caminho que te levará a uma vida equilibrada, com baixo nível de estresse e relacionamentos estáveis. Você aprenderá a respeitar seus limites, a lidar com as diferentes emoções e se priorizar. Um dos caminhos para se atingir o autoconhecimento é a terapia psicológica. 
      As intervenções terapêuticas, psicológicas e psiquiátricas, neste sentido, não se limitam ao patológico, elas auxiliam na promoção e no fortalecimento dos mecanismos de defesa, contribuindo para o desenvolvimento do Ego saudável, elevando a qualidade de vida.


“O principal objetivo da terapia psicológica, não é transportar o paciente para um impossível estado de felicidade, mas sim ajudá-lo a adquirir firmeza e paciência diante do sofrimento. A vida acontece num equilíbrio entre a alegria e a dor. Quem não se arrisca para além da realidade jamais encontrará a verdade.”

quarta-feira, 2 de março de 2016

Até que idade devem os filhos dormir no quarto dos pais?

O trabalho psicoterapêutico com o público infantil e seus respectivos responsáveis mostra que não é incomum encontrar casos de crianças que dormem junto com seus pais. Talvez seja uma afirmativa radical, estatisticamente errônea ou restrita a alguns locais ou culturas, a de que “a exceção é aquela criança que dorme em sua cama”, porém, é uma boa afirmativa para nos fazer refletir sobre esse fenômeno. Além de ser uma situação comumente encontrada, esta, nem sempre tem sido considerada como inadequada, pois nem sempre aparece como demanda explícita para a psicoterapia. Em alguns casos só se tem essa informação através do relato das próprias crianças quando expõem sua rotina.

Em algumas situações esse comportamento é (re)pensado pelos pais somente quando os profissionais de saúde e educação infantil descrevem uma série de desvantagens que isso pode acarretar para o desenvolvimento de seus filhos e para a dinâmica familiar.

O comportamento de dormir com os pais pode exercer uma função no sistema familiar podendo, por exemplo, servir como mantenedor de situações que, inicialmente, podem parecer confortáveis para os pais e/ou para a criança.

Algumas circunstâncias podem contribuir para que a criança tenha necessidade de dormir com os pais, por exemplo, por medo ou por estar passando pela fase da angustia de separação, que se caracteriza pela fase em que a criança percebe que existem compromissos que ocupam a sua rotina e a de seus pais e por isso não é possível ter os pais à vista a todo instante, então, a criança teme pelo “desaparecimento” dos pais. A resistência em se adequar a novas situações também pode contribuir, entre elas, a chegada de um irmão, a entrada na escola e o ganho da autonomia, que podem ser percebidas pela criança como situações em que não se terá mais tanta atenção dos pais ou por medo de vivenciar o desconhecido. Com isso, o dormir na cama dos pais pode ser um sintoma, uma tentativa de não enfrentar o novo e sim de manter as situações “antigas”.

Independente do motivo parece ser mais prático e menos doloroso deixar a criança na cama dos pais, assim não haverá choro e sofrimento por parte da criança e cansaço por parte dos pais em ter que fazer diversas tentativas, muitas vezes frustradas, para a criança ir para seu quarto.

Há crianças que dormem com os pais por necessidade destes. Por exemplo, em casos em que os pais não conseguem dar atenção ou companhia para os filhos durante o dia, ou quando os pais se separam e um dos cônjuges necessita da presença do filho ao lado para preencher um lugar que está vazio, o lugar do afeto, da aceitação e do amor incondicional. Nesses casos alguns pais acreditam que estão suprindo uma necessidade do filho, que está sem um dos membros em casa, então necessita de uma “atenção especial” para passar por essa fase de transição até a adaptação... que demora a chegar!

Há situações em que esse comportamento pode ser um sintoma de problemas conjugais, que muitas vezes permanecem “desconhecidos” ou “encobertos” pelo problema “principal” já que a ausência de momentos individuais e íntimos entre o casal não ocorrem porque o filho não quer sair da cama dos pais.

Independentemente da função que este comportamento esteja exercendo, é certo que ele é prejudicial a todos os envolvidos no fenômeno. A criança deixa de vivenciar situações e sentimentos que são importantes para um desenvolvimento psíquico saudável, entre eles, a autonomia, o enfrentamento e superação do medo, a compreensão acerca dos limites e espaço de cada integrante da família bem como a diferenciação das funções e dos papéis de cada um. Os pais perdem seus espaços e momentos de individualidade, podem ter dificuldades em estabelecer limites para a criança e reforçam, às vezes inconscientemente, sentimentos e comportamentos inadequados dos filhos como, por exemplo, a dependência e a insegurança, que certamente acarretarão dificuldades para os pais em relação à educação de seus filhos.

Algumas ações podem ajudar a criança a dormir em seu próprio quarto:
è Arrumar o quarto com a ajuda da criança, perguntando sua opinião, enfeitando-o com adereços à gosto dela, enfatizando verbalmente que aquele espaço é dela, é onde ocorrerão suas atividades, como dormir, brincar, receber os colegas;
è É importante que a criança se sinta segura. Pode ser necessário que um dos pais fique com o filho até ele dormir, leia histórias, faça carinhos, massagens ou outra atividade que gere prazer para a criança, ela deve associar esse momento com coisas prazerosas;
è Coloque um abajur ou permita que, inicialmente, seu filho durma com a luz acesa, com o passar dos dias diminua progressivamente a intensidade da luz.
è Planeje uma noite do pijama com os colegas de seu filho, crie expectativas acerca da arrumação de seu quarto e da diversão que acontecerá naquele ambiente com os colegas;
è Não permitir que a criança durma no quarto dos pais. Ainda que ela vá para o quarto dos pais várias vezes, é importante que estes levem a criança de volta para sua cama, quantas vezes forem necessárias, com o passar dos dias, o esperado é que a quantidade de vezes diminua;


Se, depois de diversas tentativas, não forem percebidos progressos por parte da criança, ou percebidas dificuldades por parte dos pais, é necessária a busca de auxílio profissional.


Clínica Espaço Equilibrium - 61 3964-2994 - CRP: 01/16202


Lisa Carla de Oliveira - Psicóloga e psicopedagoga. Atua com atendimento clínico infantil, acompanhamento terapêutico e orientação de pais. 

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Frustração na infância: vivência necessária a um desenvolvimento psicológico saudável

Desde o primeiro dia de gestação, os pais são acompanhados diariamente por mudanças que, quase sempre, geram desequilíbrio e consequentemente adaptação. Esse início pode ser percebido, também, como um sinal de que, a partir de então, além da pretensa intuição materna e paterna, muitos conhecimentos terão que ser adquiridos e colocados em prática para o pleno desenvolvimento da criança e para o bem estar da família. Quando a família começa a adaptar-se com as novidades de uma fase, surgem outras que indicam novas mudanças e, novamente, a ampliação do repertório comportamental dos pais.

Uma das fases que pode ser bastante difícil de ser vivenciada é o período da segunda infância (3 aos 6 anos de idade), onde as crianças necessitam ganhar cada vez mais autonomia, começam a expressar-se com mais clareza e reivindicar seus desejos com maior insistência. Como consequência, são apresentadas demandas cada vez mais complexas aos pequenos, entre elas, ter que atender às pequenas responsabilidades impostas pela escola, a necessidade de aprender a executar os comportamentos de autocuidado que antes eram feitos pelos pais e o desenvolvimento de habilidades sociais.

Frustrações importantes serão vivenciadas nesse momento, e dessa vez, o desequilíbrio e a adaptação também deverão fazer parte da rotina da criança. A frustração pode ser entendida como um sentimento relacionado à dificuldade ou incapacidade de conseguir alcançar o objetivo que se propôs e pelo qual se esforçou. Por exemplo, quando a criança for colocada diante da primeira vez em que deve vestir-se sozinha, ou ter que compreender que o que ela quer seus pais não poderão lhe dar, que ela perdeu e o amigo ganhou, ou ainda, quando ela está com dificuldade para aprender a escrever as letrinhas do seu nome. São frustrações importantes, pois o modo como a criança aprende a responder à elas, seja adequado ou não, pode tornar-se parte de seu repertório comportamental, e esse tipo de resposta pode continuar sendo emitida em outras fases da vida, como na adolescência e idade adulta. As tentativas para superar as demandas às quais ela está sendo exposta, podem ser determinantes no modo de reação da criança diante de novas situações frustrantes. Estas situações são marcadas por novas aprendizagens e autonomia, mas também por comportamentos de irritabilidade, choro, medo de não conseguir e esquiva que é a tentativa de não vivenciar a situação, para isso, a criança pode solicitar que os pais façam por ela, ou adotar estratégias que a impedirão de entrar em contato com a situação frustrante, por exemplo, fazer bagunça na sala de aula nos momentos de aprender a ler e escrever.

O modo como os pais reagirão à criança pode favorecer ou não à superação das demandas e à exposição e persistência diante de novas situações que exijam esforços e diversas tentativas. Motivar a criança a tentar, auxiliando-a e não a deixando desistir, pode favorecer o aumento da resistência diante da frustração, o que pode indicar que a criança não desistirá facilmente diante das dificuldades, ganhará autonomia e amadurecimento e terá maior possibilidade de vivenciar as fases do desenvolvimento psicológico infantil de modo adequado.

Para alguns pais pode ser difícil reforçar na criança o comportamento de persistir, diante do “sofrimento” que ela demonstra. Em algumas situações os pais deixam de possibilitar ao filho essa experiência, por exemplo, fazendo aquilo que poderia ser feito pela criança. Sena (2012) relata que não é possível controlar quais genes serão passados para os filhos e, em termos de constituição biológica, quais são os gatilhos bons ou não tão bons que estão prontos para serem disparados, porém, podemos “no dia-a-dia, dentro de casa, nas experiências cotidianas da família, selecionar ambientes e experiências aos quais queremos expô-los ou não” para poder assim, favorecer a saúde psicológica. Por isso, é importante que os pais tenham conhecimento do que se pode esperar da criança em cada etapa do desenvolvimento biopsicológico, para não deixar a criança com atrasos ou expô-la a situações que ainda são inadequadas para ela. Para isso, se necessário, os pais devem consultar alguns profissionais, como pediatras, psicólogos, pedagogos e fonoaudiólogos. O conhecimento pode ajudar os pais a sentirem-se mais seguros em relação ao que e ao modo como a criança deve vivenciar cada etapa.

O desequilíbrio e a adaptação estendem-se a todas as etapas da vida e para um desenvolvimento psicológico saudável é necessário que as frustrações não sejam evitadas e sim vivenciadas com auxilio, suporte emocional e compreensão.

Referência:

SENA. L; M. A criação com apego e a neurociência: O que é maternagem consciente. In:____. OLIVEIRA. T;B. O livro da maternagem. São Paulo: Schooba, 2012.


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Lisa Carla de Oliveira - Psicóloga e psicopedagoga. Atua com atendimento clínico infantil, acompanhamento terapêutico e orientação de pais. 

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Adaptação Escolar

1- Qual a idade adequada para uma criança começar a frequentar a escola?

A educação infantil contempla crianças de 0 a 5 anos. As crianças têm características biopsicossociais diferentes e isto, muitas vezes, pode ser determinante na escolha do momento adequado para inseri-las na escola. Por exemplo, nos casos em que há alterações no desenvolvimento, presença de fatores de risco ou de deficiências é necessário que a criança seja acompanhada desde o nascimento, nesses casos elas devem ser inseridas na educação precoce. Deve-se analisar, também, as especificidades do mundo contemporâneo, onde, por exemplo, os pais podem exercer diversas funções. Isso tem contribuído para a inserção da criança cada vez mais cedo no universo escolar, os pais necessitam trabalhar e as creches, por exemplo, podem tornar-se uma “solução” diante do desafio de administrar o tempo e a educação dos filhos. Caso as situações anteriores não ocorram, pode-se introduzir a criança nesse universo a partir dos 3,5 anos Nesse período do desenvolvimento a criança necessita entrar em contato com as experiências e estímulos que são proporcionados pela convivência na escola. Dentre os diversos aspectos a serem desenvolvidos, podemos citar a psicomotricidade, habilidades sociais, formas de expressão, comportamentos de autocuidado e organização, conhecimento da cultura, do meio ambiente e a convivência com a diversidade.

2- Como os pais devem se preparar para esse momento?

Os pais devem sentir-se seguros quanto ao momento e quanto à escolha da escola, isso não significa que não sentirão medos ou receios, afinal, o momento em que se decide “dividir” a atenção, o cuidado e a educação do filho pode ser doloroso, é um novo ciclo que se inicia e como quase toda mudança, pode haver resistências e dificuldades. Buscar referências de pessoas de sua confiança, conhecer a instituição observando o ambiente físico, a postura dos profissionais, seus objetivos, as atividades oferecidas, fazer questionamentos e perguntas acerca das ações que a escola executa em situações que podem ocorrer com as crianças, entre outros pode ajudá-los na escolha.

3- O que os pais podem fazer para preparar a criança para essa mudança na rotina?
Algumas crianças têm a oportunidade de ver os irmãos mais velhos indo para a escola e essa situação pode ser uma aliada à medida que, muitas vezes, a própria criança solicita sua ida também. Em outros casos os pais devem conversar claramente com a criança, explicando que ficará tudo bem, mostrando que muitas crianças vão para a escola, os pais podem fazer o relato de sua experiência pessoal no inicio da vida escolar, pode-se levar a criança na escola em que ela frequentará para conhecer o ambiente junto com os pais. É importante, nos primeiros dias, explicar-lhe como será sua rotina, onde os pais estarão enquanto ela estiver na escola e quem a buscará com o intuito de minimizar a ansiedade. Existem livros infantis que também podem auxiliar na conversa com a criança (LINARES, B. ALCY. E essa tal de escola? Como será? São Paulo: Salamandra, 2005.)


4- Qual é o papel da escola nessa adaptação?

A escola deve esclarecer as dúvidas dos pais, acolher e compreender os medos e a ansiedade tanto dos pais quanto das crianças, lembrando que, no caso dos pais, estes sentimentos não se tratam de uma desconfiança da escola e sim de uma necessidade que alguns pais têm para superar esse momento. Caso percebam que uma criança apresenta mais dificuldade em se adaptar, tente dar uma atenção especial, faça-a sentir-se segura no ambiente, convide-a para as brincadeiras, mostre que ela é importante e parte integrante do ambiente.

5- Como os pais devem agir caso a criança chore?

Os pais devem despedir-se e dizer para a criança que ficará tudo bem e que tudo ocorrerá do modo como eles combinaram. Nesse momento é importante que os pais não reforcem o comportamento de choro, isso pode ser feito, por exemplo, com a saída dos pais do ambiente. Se o choro servir como motivo para os pais permanecerem na escola, a criança aprenderá isso e sua adaptação será mais difícil e demorada. Ao sair da escola mesmo com a criança chorando, os pais estão indicando, de modo implícito, que lá é um lugar seguro e que ela pode permanecer ali.

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Lisa Carla de Oliveira - Psicóloga e psicopedagoga. Atua com atendimento clínico infantil, acompanhamento terapêutico e orientação de pais. 

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

A criança e o mundo digital


Em um planeta em que ocorrem tantos progressos e mudanças em pouco espaço de tempo, não poderia deixar o “mundo infantil” ser diferente. O contato das crianças com as inovações não se tornou apenas mais acessível, tornou-se quase que uma sutil imposição rotineira.

Diversos brinquedos utilizam tecnologias avançadas. Nas escolas são oferecidas aulas de robótica, os livros (até mesmo alguns da educação infantil) viraram e-books que são acessados em tablets com o uso da internet, em casa os exercícios psicomotores são realizados em frente à televisão com o auxilio de vídeo-games tipo X-box e Nitendo i, os celulares dos pais (quando não da criança) são divertidíssimos devido o grande número de jogos e aplicativos disponíveis, entre outros.

Diante de tanta sedução para com os pequenos, torna-se difícil tentar deixar as crianças distantes de tantas novidades. O interesse e o desejo de conhecer coisas novas e mais complexas devem ser estimulados em todas as crianças, inclusive em relação às inovações, porém, para que esse contato ocorra de modo saudável, deve ser supervisionado e realizado junto com os responsáveis.

Existem desvantagens que podem advir do uso inadequado das inovações, mas deve-se considerar os aspectos positivos para fazer a escolha do que permitir ou não ao seu filho. O uso de tecnologias avançadas através de diversos brinquedos tem favorecido o raciocínio lógico, podem servir como auxílio para aprendizagens pedagógicas bem como para a inclusão de crianças com necessidades especiais, contribui para que a criança “amadureça” junto com a evolução do mundo, promovendo assim a inclusão social.

Apesar dos benefícios os malefícios advindos do uso da tecnologia podem ser devastadores no desenvolvimento global das crianças. Atualmente há uma gama de crianças com déficit em habilidades sociais, alguns eletrônicos favorecem o brincar individual e acabam gerando a falta de convívio com o meio e das aprendizagens que deveriam ocorrer a partir dessa relação, outros, como a internet e suas redes sociais, podem favorecer o contato com pessoas desconhecidas, com isso os pequenos podem ter acesso a informações inadequadas e contatos arriscados para sua faixa etária, pode ocorrer desinteresse e desatenção diante das atividades que não necessitam do tecnológico/eletrônico mas que são fundamentais para seu desenvolvimento. O uso abusivo de algumas tecnologias podem prejudicar tanto aspectos psicológicos quanto biológicos, como exemplo, existem os “ciberviciados” que podem ser, também, crianças e/ou adolescentes que utilizam o computador e internet por longos períodos de tempo e tendo como consequência diversos prejuízos em sua vida social.

A era digital não deve ser considerada 100% prejudicial ou 100% benéfica aos pequenos, o que ocorre é que seu uso deve ser ponderado. Para isso os responsáveis devem adequar os brinquedos/eletrônicos à faixa etária/desenvolvimento da criança, devem controlar o tempo de uso e conteúdos dos mesmos, devem partilhar momentos e priorizar brinquedos que possibilitem o brincar em grupo, conscientizar as crianças dos riscos do uso da tecnologia e mostrar a importância das atividades e brincadeiras que não fazem uso da mesma.

Clínica Espaço Equilibrium - 61 3964-2994 - CRP: 01/16202
Lisa Carla de Oliveira - Psicóloga e psicopedagoga. Atua com atendimento clínico infantil, acompanhamento terapêutico e orientação de pais.